quinta-feira, 23 de abril de 2009

Não tô a fim

Quantas vezes você disse não estar a fim de um montão de coisas só pra não ter que sair de onde estava? Assim não dá, toda vez que você não tá a fim de sair pinta um convite, se não tá a fim de conversar uma pessoa, que você nunca viu mais gorda, senta do seu lado e puxa papo e, se como o Universo não soubesse, quando você não tá a fim de ver aquele carinha, por quem você é maluquinha, é aí que o dito cujo aparece! Às vezes o Universo manda recados nas entrelinhas dos acontecimentos, pra você ver, minha postagem era bem diferente do que você está lendo agora; deu um probleminha no pendrive e não foi possível postar, daí tive que escrever sobre outro assunto e pintou esse. Não perca tempo tentando entender porque essas coisas malucas acontecem, simplesmente curta o momento e aguarde os resultados. Não sei se você acredita em anjos, mas vou te contar uma coisa que me aconteceu há algum tempo atrás.Uma pessoa do meu passado reapareceu num momento em que eu estava me sentindo um pouco só, a medida que ele me contava da sua vida eu ia ficando meio desconfiada e não tava a fim de encrenca pro meu lado. Bem, pra resumir, uma noite que eu andava pelo Centro quando me deu uma sensação fora do comum, ele tinha me ligado antes disso, pedi aos anjos que me mostrassem a verdade eu pois preferia ficar só e feliz do que mau acompanhada. Não deu outra, dobrando a esquina em direção da casa da "ex", adivinha quem eu vi? Não foi coincidência, podia ter sido, mas não foi. Por isso acredito que quando as coisas não se encaixam da maneira que queremos é melhor deixar correr naturalmente. Se ainda assim você duvida vou te contar outra: em 2006 fiz meu estágio de Magistério e foi maravilhoso! O que muita gente não sabe é a montanha russa de emoções pela qual passei antes de dar tudo certo. Eu havia passado o ano letivo anterior em uma única escola , basicamente, estava tudo certo pra eu estagiar nessa escola e quando o telefone tocou e a encarregada de informar os sítios de estágio da SMED me informou que eu estava escalada para outra escola. Entrei em pânico, expliquei que já estava tudo acertado com a direção do colégio em questão e ela parecia irredutível; passei a noite chorando, já tinha me afeiçoado aos alunos e tive um relacionamento ótimo com as professoras e funcionários, não conseguia aceitar. No dia seguinte o telefone tocou novamente e me ofereceram uma terceira opção, novamente argumentei e ela mandou que eu aguardasse novo contato. No dia seguinte o mal entendido foi desfeito e eu pude começar meu estágio tão sonhado. Acha que esse é o final feliz? Nada disso!Depois de 74 horas de estágio uma notícia-bomba: eu seria removida para outra escola, pois a SMED adotara novas diretrizes de organização e na escola na qual eu estava o quadro funcional estava completo. Fiquei arrasada, tentei ser compreensiva e racional, mas não consegui imaginar um recomeço daquele ponto em uma escola onde eu seria uma total estranha. Desisti! No segundo semestre comecei do zero numa escola que me acolheu de uma maneira que eu nunca esperava, conheci crianças incríveis e fiz um trabalho do qual posso me orgulhar. Tá vendo? Nem sempre as coisas não dão certo, o certo é que nem sempre estamos no momento certo. Muitos bjs e um ótimo fim de semana! Gisa Rosa
A felicidade não está em viver, mas em saber viver porque a vida não mede o tempo, mas o emprego que dele fazemos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Por que o nome é Vamo sentá no muro?






Quando eu era adolescente, faz muito tempo, eu tinha minha tchurma e em todas as épocas todo mundo teve a sua; naqueles maravilhosos tempos nós nos sentávamos no muro da casa da Jaque e ficávomos horas a fio jogando conversa fora. Pra você visualizar melhor eu devo dizer que esses encontros diários se passavam na década de 80, eu era super magra e muito inquieta, tinha uma melhor amiga que é minha amiga até hoje: a Ju e a Jaque já não vejo mais com tanta frequência. Nós saíamos juntas na sexta e no domingo, naquela época os pais só liberavam se a gente tivesse juízo e isso eu tinha, mas passei por muitas aventuras, não era chato. Voltando ao muro da casa da Jaque, os garotos gostavam de jogar na cancha da pracinha e a Ju tinha uns vizinhos muito gatinhos, daí sentar no muro unia o útil ao agradável e a gente ficava papeando até tarde, sem nos preocuparmos com o tempo, estávamos de férias e tudo era alegria. pra curtir o findi a gente planejava a roupa que ia usar e como iríamos provocar os garotos, eles curtiam, a gente dava corda e eles investiam no visu e nas cantadas- nem sempre originais- mas dava pra rir muito!Tô te convidando pra sentar no muro e a gente trocar umas figurinhas, não vou ficar catando vocabulário de adolescente, acho que tenho que falar do meu jeito, é ridículo tentar parecer o que não somos e se algum adolê quiser sentar nesse muro tem todo meu respeito, acredito na capacidade de comunicação de todo ser vivo e isso inclui minhas plantinhas e meu cachorro Valente. Tenho uma filha adolescente e nós nos entendemos muito bem, às vezes quebramos o maior pau, é força de expressão , viu?! Foi dela a idéia de eu ter um blog e estou embarcando nessa com muita vontade de conhecer outras pessoas, colocar meus pensamentos na telinha e, acredite, sou muito maluquinha e acho que pra ser feliz não tem receita, o importante é viver, viver e viver. Beijocas da Gisa Rosa